O dia que eu encontrei o amor e perdi (porque deletei meu Tinder sem querer)

domingo, 10 de maio de 2026

 


Chega a ser irônico que depois de me sentir a Gildas em intermináveis conversas e várias línguas diferentes, quando finalmente o amor bate à porta em um homem lindo, maduro, que buscava também encontrar o amor verdadeiro no meio de amores líquidos do aplicativo e, por outra ironia ainda maior do destino, ao tentar acessar a plataforma pelo PC para ser mais fácil conversar com ele, pois queria muito me conectar, eu excluí a minha conta e o homem lindo que vinha com a promessa de passeios sob a luz do luar.

Foram breves momentos de conversa até o fatídico ato que me fez o perder para sempre.

Norueguês (olha mais uma bandeira para o Passaporte do Amor), arquiteto, mais velho que eu e um semblante sereno de quem sabe o que faz da vida. E só. Não tenho mais nada para me apegar. Apenas uma frustração retumbante.

Talvez o tal do amor não seja feito para mim, afinal.

Vejo como um sinal de que não era o momento de me apegar, pois acabei de voltar ao jogo do amor e acho que ainda tenho muito a experimentar e bandeiras a colecionar.

Vou desistir? Jamais! Minha carta aberta foi escrita e lançada aos Deuses do Universo, que se forem generosos, devem atender meu singelo pedido de uma conexão profunda para além do objeto de desejo.

Hoje fico no e se, no quase.

O amor que quase foi.

Pode ser que não nos conectássemos, que tivéssemos valores totalmente opostos, que a química não rolaria. Enfim, nunca saberemos.

Por hoje fico com a lição, se gostou, já troque contatos logo para não correr o risco de o universo te dar uma rasteira e você ficar sem nada.