Comecei a escrever assim
que cheguei em minha nova casa em Lisboa, por volta das 3h da madrugada, porque
não queria correr o risco de perder nenhum detalhe importante.
Acho que como chegamos
até o ponto de nos encontrar é irrelevante, envolve muita conversa, respeito e
algumas piadinhas fofas.
O Passaporte do Amor
acaba de ganhar mais um carimbo, norte-americano. Um diretor de filmes de olhos
azuis imensamente profundos e doces.
Ao encontra-lo ele me deu
um abraço apertado e demorado, daqueles que fazem o mundo parar por um
instante. Só Deus sabe como eu estava precisando de um abraço desde a morte do
senhor que presenciei em um dia de cuidadora.
Andamos muito por vários
pontos do bairro que ele mora, ele me mostrou vielas absolutamente encantadoras
com flores e mesas de restaurantes ao ar livre, fomos para a beira do Tejo
quando o primeiro beijo aconteceu. Tímido, mas com potencial!
Depois fomos para o
apartamento dele, já havia compartilhado minha localização em tempo real com
uma amiga, porque somos vida louca, mas não burras! Segurança em primeiro
lugar.
Não fizemos sexo, apesar
de momentos bem quentes, eu disse que não estava pronta naquele momento, apesar
de ter “ido para o crime”, batido gilete horas antes, mas o fato é que queria
aproveitar o máximo possível aquele moço que me olhava nos olhos tão
profundamente que minha barriga congelava e eu perdia o ar.
Porém houve um momento em
que os beijos estavam ardentes, as mãos descontroladas e ele soltou em inglês
mesmo um: "Fuck it. Kiss me!". Me senti dentro de um filme americano,
OMG!
Ele cozinhou alguma coisa
tailandesa (macarrão com legumes porque é vegetariano), fora isso, na rua
enquanto andávamos e conversávamos muito, ele pegava lixo que encontrava na e
jogava na lixeira. Achei fofo!
Ele me deu vários abraços
que eu precisava tanto e carinho, toques, além de ficarmos minutos infinitos
olhando um no olho do outro. Os deles de um azul perfeito que me desmontava.
Ah, o filme favorito dele é Moulin Rouge (um dos meus favoritos também) e ele
cantou Elephant Love Medley do filme
quase inteiro!
Ele é tão nerd quanto eu,
apaixonado por livros, filmes, música. Inteligente, fala várias línguas,
gentil. Um príncipe perfeito.
Mas o que me desmontou
foi quando ele me disse umas três vezes. "Eu vejo você!", perdi todo
o meu rumo e uma ou duas lagrimas escorreram.
Queríamos sexo, sim!
Muito! Mas eu também queria ter o gostinho de um encontro que fosse apenas
afeto, delicadeza e ternura. O que eu tive.
Era exatamente o que eu
precisava depois do último que foi tão ridículo que não me dei ao trabalho de
relatar. Me senti um objeto sexual, usada, apenas a Gilda e não a Jana.
Então quando ele me olha e
diz que me vê, ali toda vulnerável e me trata com doçura e me dá o carinho, o
peito para eu deitar a minha cabeça que eu tanto precisava, eu fico feliz de
ter ao menos vivido isso.
Teremos um próximo? I have no idea, mas se tiver ficarei
feliz de estar com ele novamente.
E você já teve um
encontro que não precisou de sexo para ser inesquecível? Me conta aqui!
