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Entre Florence Welch, a Estética Cottagecore Gótico e o Reinado da Gucci

domingo, 26 de abril de 2026


Florence Welch é a musa absoluta da Gucci (especialmente na era Alessandro Michele). Ela transformou o estilo vitoriano, as rendas, as transparências e os tecidos fluidos em um uniforme de poder. Florence se veste para "flutuar" no palco, unindo a moda de luxo à performance teatral.

"It’s hard to dance with a devil on your back, so shake him off!"

Enquanto a voz de Florence Welch ecoava nos meus fones durante um trajeto de autocarro por Lisboa, senti o arrependimento subir pela pele. Não era apenas música; era um manifesto. E no mundo da moda, ninguém traduz esse "caos lírico" tão bem quanto a Gucci.

Quem é a Gucci e por que ela nos fascina?

Fundada em 1921 em Florença, a Gucci começou com malas de couro inspiradas na nobreza inglesa, mas transformou-se no símbolo máximo do ecletismo italiano. A marca sempre teve uma relação simbiótica com divas e arte — de Grace Kelly (para quem criaram o icônico padrão Flora) a Harry Styles e, claro, a nossa "Summa Sacerdotisa", Florence Welch.

A Gucci não vende apenas roupas; ela vende narrativas. Ela veste mulheres que não têm medo de serem excessivas, intelectuais e, por vezes, um pouco fantasmagóricas.

A Estética: Cottagecore Gótico

Se o Cottagecore tradicional é sobre campos de flores, vestidos de linho e uma vida bucólica ao sol, o Cottagecore Gótico é o seu lado sombrio e fascinante. Imagine uma camponesa que vive numa floresta enevoada, que lê clássicos de terror à luz de velas e que usa rendas vitorianas enquanto colhe ervas à meia-noite.

É a estética da vulnerabilidade que possui garras. É exatamente onde a Florence habita e onde a Gucci, especialmente sob a era de Alessandro Michele e agora evoluindo com Sabato De Sarno, encontra o seu refúgio.

  • Rendas e Transparências: O romantismo que não esconde a dor.

  • Veludos Profundos: O peso da história e do drama.

  • Motivos Botânicos: A natureza que tanto cura quanto consome.

O Vrau do Destino: Da Poeira à Passarela

Muitas vezes, a vida obriga-nos a um trabalho braçal que parece "atrofiar" a nossa mente. Mas, tal como a estética Cottagecore Gótico sugere, há beleza na sombra e força no sacrifício.

Ver a Florence no palco vestindo Gucci é lembrar-me que, mesmo quando estamos a "sacudir o diabo das costas" (ou a limpar o pó de uma prateleira em Vialonga), a nossa essência é feita de arte e luxo. O meu cérebro pode estar exausto, mas a minha visão permanece treinada para o belo.

Hoje, entre um gole de cerveja e um parágrafo escrito, eu "sacudo" as expectativas alheias. Se a Gucci é sobre a liberdade de ser estranha e maravilhosa, eu escolho ser a onça que, mesmo cansada, nunca perde o faro para a próxima capa de revista.

VRAU! Porque até para chorar no busão, a gente mantém a estética.

A Pequena-Grande Conquista que Cabe num Uniforme da Mango

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Transição de carreira em Portugal: Como um uniforme novo encerrou meu ciclo de cuidadora e resgatou minha autoestima

 

São 3h30 da manhã. O silêncio de Lisboa lá fora só é interrompido pelo barulho dos meus pensamentos e pela fome de quem está em jejum para exames, mas a verdade é que eu já me sinto alimentada. Alimentada por uma imagem que não sai da minha cabeça: eu, diante do espelho da Mango, experimentando o uniforme do meu novo trabalho.

Para quem vê de fora, é apenas uma calça e um blazer. Para mim, é um portal.

O Peso que Ficou na Paragem de Autocarro

Olhar para aquele caimento perfeito me fez lembrar, num flash, de todas as madrugadas de escuro, frio e chuva nas paragens de autocarro enquanto a cidade ainda dormia. Lembrei das mãos que, por meses, executaram um trabalho mecânico, exaustivo e que desafiava minhas habilidades todos os dias. Ser cuidadora me trouxe a Lisboa, me deu frutos e me permitiu honrar contratos até o último segundo — recebi até uma mensagem linda de despedida — mas o corpo cobra o preço de estar fora do seu lugar de direito.

O trabalho era mecânico, mas a ansiedade que ele me causava era humana demais.

Da "Shein por Menor Preço" ao Toque da Mango

No Brasil, a Mango sempre foi um horizonte distante. Num país onde a moda de qualidade é um luxo proibido, eu era a cliente que garimpava peças plus size na Shein, ordenando sempre pelo "menor preço". Se algo passava de R$ 100, já era um investimento pesado; uma peça de R$ 400 era um delírio.

Entrar naquela loja, que eu já namorava toda vez que descia para o trabalho no metrô Restauradores, sentir o toque macio do tecido e o corte que respeita o corpo não foi apenas "fazer uma prova de roupa". Foi entender que a minha realidade mudou. E o espelho ainda me deu um bônus: 10kg a menos. Não foram apenas quilos de gordura que se foram, mas o peso de uma vida que não me cabia mais.

"A moda sempre foi minha linguagem, mas por muito tempo eu só conseguia falar o básico. Hoje, eu finalmente comecei a declinar os verbos que eu sempre quis."

O Orgulho de Vestir a Si Mesma

Esta semana eu pego meu uniforme definitivo. Vou usá-lo com a certeza de que cada lágrima e cada segundo de incerteza valeram a pena. Para uma amante de moda e beleza, esse uniforme é a minha armadura de luxo para conquistar Cascais.

Encerro o ciclo de cuidadora com gratidão, mas fecho a porta com a chave de ouro de quem sabe que, finalmente, voltou para casa — não para o Brasil, mas para dentro de si mesma, para a carreira que ama e para a dignidade que o rímel e o blazer representam.

VRAU! O novo capítulo começou e ele tem um caimento impecável.

Balenciaga Motorcycle: A "It Bag" que desafiou o sistema e conquistou o tempo

segunda-feira, 20 de abril de 2026


Se você acompanha o mundo da moda, sabe que algumas peças nascem para ser tendência, enquanto outras nascem para quebrar as regras. A Motorcycle Bag (ou Lariat Bag) pertence ao segundo grupo. Criada em 2001 por Nicholas Ghesquière, ela quase nunca viu a luz do sol.

Quando o protótipo ficou pronto, a direção da Balenciaga não ficou convencida. A bolsa não tinha logo, era macia demais, sem estrutura rígida — o oposto de tudo o que era considerado "luxo" na época. Ghesquière chegou a deixá-la de lado por um ano.


O "Vrau" da Virada: O jogo mudou quando as modelos — as verdadeiras it girls como Kate Moss — viram o protótipo nos bastidores. Elas não queriam a bolsa da vitrine; elas queriam aquela peça que parecia um achado vintage, com ar de quem já tinha passado por mil concertos de rock. Ghesquière convenceu a marca a produzir apenas 25 unidades. O resultado? O resto é história.


Por que ela ainda importa? 

Quase 25 anos depois, a família Motorcycle (City, Work, Part Time) continua a ser o símbolo da mulher que tem "bossa". É uma bolsa funcional, com espelho embutido para retocar o batom entre um café e um texto, e um design que envelhece como vinho.

No meu olhar de consultora, a Motorcycle é o equilíbrio perfeito entre o luxo e o real. Ela não grita a marca, ela sussurra o estilo. É para quem sabe que o verdadeiro luxo não precisa de logos gigantes, mas de uma história que ressoe com a própria pele.

E você? Prefere o clássico imortal da Chanel ou a rebeldia histórica da Balenciaga? No Janaland, a gente fica com os dois.

Cardápio de Homens

domingo, 5 de abril de 2026

Voltei para o Tinder!

Após 6 anos e uma experiência traumática, agora em solo europeu, achei que era a hora de voltar e dar mais uma chance para conhecer pessoas interessantes ou apenas pessoas.

Um pouco inspirada pelas experiências de uma nova amiga que fiz aqui e também porque ainda pretendo preencher o que chamo de “Passaporte do Amor”. Não um amor romântico, não no sentido de relacionamento sério – coisa que estou longe de estar pronta, se é que um dia estarei – mas no sentido de beijar tantas bocas de nacionalidades diferentes que eu conseguir e talvez algo mais.

A ideia é colecionar bandeiras tais quais carimbo de entrada da imigração, que tristemente foram substituídos por uma versão digital, no imaginário passaporte.

Eis que uso o aplicativo para passar o tempo quando estou entediada e no movimento de deslizar para a direita ou para a esquerda me peguei pensando que estava em um grande açougue escolhendo qual carne irei me deleitar apenas pela imagem que parece a mais apetitosa.

E essa sensação me deu um nó no estômago de pensar em pessoas como algo apenas a ser saboreado, experimentado, provado.

Não há profundidade, não há um “conhecer a alma”, não há grandes diálogos. Apenas gostei, coração e se ele também gostar, o match.

E as conversar iniciais? Ah as conversas iniciais são desafiadoras, por vezes tediosas e quando passamos para o WhatsApp muitas vezes sem aviso prévio recebemos uma foto de um membro fálico, as vezes nem tão bonito assim.

Por que eles pensam que gostamos disso?

Next!

A grande questão é que não sei ser morna, sou intensa, fogo, quero profundidade, demonstrações de afeto, ligações às 3h da manhã apenas para dizer que estava com saudades da minha voz e não conseguia parar de pensar em mim.

Preciso sentir intensidade! Caso contrário, perco o interesse.

Por isso me veio a mente o cardápio de homens, não no sentido de serem esculturalmente deliciosos, de terem olhares profundos, pois muitos os têm.

Mas no sentido de scrollar os perfis em busca de algo que talvez eles não queiram dar.

São várias opções, isso é inegável! As nacionalidades? As mais variadas possíveis.

O francês, o irlandês, o italiano, o português, o canadense.

Nomeie uma nacionalidade e devo ter na minha lista imensa de matches que mal passaram de um oi, piroca, e vamos nos ver. E só.

Me dei conta que não estou certa se é realmente isso que quero e procuro, embora eu nem saiba exatamente o que eu mesma busco.

Mas seguirei tentando até, quem sabe, encontrar alguém que não seja apenas um rostinho bonito e um pedaço de carne e me chame para ver a lua na praia.

Do date Absolut Cinema para o gosthing do príncipe viking

quarta-feira, 25 de março de 2026

Pensando nesse título agora me veio à mente que eu tenho uma queda por vikings, pois já tivemos outro viking no meu livro Cartas da Mabi.

Me dei conta também que tenho queda por homens que simplesmente desaparecem da minha vida sem deixar rastro, ou dar sinais que irá fazer isso. O famoso: ghosting!

Ou talvez os sinais estavam lá, mas eu nada versada na linguagem do amor e há 7 anos fora do mercado, fui incapaz de interpretar. Conjecturas de um domingo de manhã sem mensagem recebida.

Veja bem, não que seja obrigação de mandar mensagem de bom dia, boa tarde, o que seja. Mas estávamos na iminência de marcar um encontro rápido apenas para dar um oi.

E sumiu! Vanished!

Mandei mensagem perguntando se ele viria me ver. Disse que não conseguia esquecer o gosto do beijo dele (aqui começo a me questionar sobre a possibilidade de ter sido emocionada demais).

Silêncio.

Desde o meio dia até domingo de manhã não recebi uma linha sequer dele.

Será que morreu? Me pergunto. Porra não tenho nem o sobrenome para procurar nos noticiários. Vacilei!

Hoje, domingo, pela manhã não me aguentei e mandei um "tá tudo bem contigo? Aconteceu alguma coisa?".

Acho que no fundo é meu cérebro querendo encontrar alguma justificativa que não seja rejeição.

Nosso encontro ABSOLUT CINEMA foi tão perfeito, ele pareceu tão na minha. Não consigo entender e, pior, estou pensando o que posso ter feito de errado para afugentar ele (sempre coloco a culpa em mim).

É horrível pensar isso e me sentir assim, mas acho que levei um ghosting mesmo do príncipe viking

Agora confiro o WhatsApp a cada 5 minutos em busca de um reply que justifique essa ausência e o bolo e que, principalmente, que confirme que não se tratava de rejeição - de novo.

Porra, Jana! You did again!

Eu sei que isso não vai me derrubar, muito menos me parar, mas estou com um nozinho na garganta e uma lágrima está teimando em querer escorrer.

Eu tenho um problema sério com rejeição (meu pai tentou me matar, casei com alguém praticamente que nem papai que matou minha alma e me rejeitou, largando só uma casca oca, minha mãe me rejeita, meus irmãos me rejeitam, minha amiga, sinto que está começando a me rejeitar).

Parece que não sou feita para ser amada, ninguém nunca quer ficar. Qual é o meu problema? Porque me sinto um cachorrinho em uma feira de adoção implorando para ser escolhido? Penso "por favor, por favor, me escolhe. Me aceita como sou". Mas nunca ninguém fica. Todos querem, desejam, eles veem e querem Gilda, mas acordam com a Jana.

Não me aguentei. Mandei mais uma mensagem perguntando cadê ele dizendo que já estava ficando preocupada. E realmente pensei na possibilidade de acidente, sei lá.

Só queria ir para casa escrever agora, mas não tenho o note aqui comigo agora. Enfim, estou presa aqui com meus pensamentos porque nem Kafka eu trouxe para a interna de 48h. E digitar no celular já está fazendo doer meus pulsos. Ambos. Só queria paz na mente esquecer esse embuste.

O plot twist: O Benfiquista, o vácuo e a volta por cima

O Cinderelo resolveu dar as caras. Disse que foi assistir ao jogo do Benfica ontem, saiu para jantar (até aqui ele tinha dito que faria), encheu a cara, chegou em casa e dormiu que nem pedra.

Não sei o que pensar, mas o encontro está de pé e ele vai cumprir seu objetivo. Me fazer voltar para o jogo depois de anos andando pelo vale das cinzas, da sombra e da morte. Depois do ato, eu VRAU, comerei a cabeça dele, tal qual uma viuva negra.

Terça-feira o jejum de 7 anos acaba. Não porque o príncipe acordou, mas porque a Rainha decidiu que o campo de jogo agora é em Benfica. Alguém traz o VAR, porque eu vim para ganhar.

Meu primeiro date europeu: ABSOLUTE CINEMA!

sexta-feira, 20 de março de 2026

Tudo começou dias antes, no final de semana, quando “conversamos muito mesmo para tentar nos conhecer” e ele sugeriu irmos a uma gruta perto de onde moro. Veja bem: ele mora em Lisboa, uma hora de viagem de carro de onde estou. Já fiquei intrigada pelo viking do meu vision board (ele nem sonha com isso) despencar de lá para vir me ver aqui.

Falei que a previsão era de chuva, pois uma nova tempestade estava chegando, a Teresa. Ele riu e disse que iria fazer sol, e chover apenas às 19h. Concordei com o date, pois um local conhece melhor o tempo do que eu, uma forasteira.

Chega o dia. Bato a bendita da gilete, pois "vai que". Pintei as unhas, fiz as sobrancelhas para tentar me reconectar com a minha deusa, pois estava tão focada em trabalho, documentação e burocracia que me deixei de lado desde que cheguei a Portugal, em novembro.

Na hora marcada, ele me chega em uma nave que nem sei o nome e pensei: “Caraca, tudo isso por mim?”. Um carro chique, opulento, como quem diz “quero impressionar”. E impressionou!

Fiquei com vergonha. Afinal de contas, estava há 7 anos fora do mercado (alguns beijos no "novinho" não contam, pois eram festas e eu estava bêbada). A timidez bateu, mas a vontade era pular no pescoço do viking de olhos tão azuis que davam para ver o mar em um dia perfeito de sol dentro deles. “Meu Deus, como esse homem tão lindo pode se interessar por mim?”, pensei — e sim, sei de todas as implicações desse tipo de pensamento.

Lapa de Santa Margarida datada do século XVII

Fomos para uma gruta do século XVII. Um tempo nublado do cacete, uma leve garoa, e eu só ria do date furado. Lá era escuro, com uma leve luz do sol entrando por um buraco na rocha, e eu pensando: “Esse fdp não vai me beijar não?”. Saí desapontada, pensando que ele iria me fazer subir e descer aquele tanto de escadas, entrar em grutas sem me beijar. “Deve ser porque não gostou de mim e está apenas a cumprir protocolo”.

E fomos, sem beijo, para outro lugar, cheio de cantos escuros que estavam mais para creepy do que românticos. No terceiro lugar, um forte em um miradouro, começou a ventar muito e fomos para um lugar alto, dentro do forte, que tinha uma janela com uma vista incrível! Ficamos lá por algum tempo e ele teve, finalmente, a atitude de tocar meus ombros, como quem faz uma massagem, apenas pelo contato, pelo toque. Achei fofo, mas, infelizmente para a minha tristeza, ficou apenas nisso.

Forte 7ª Bataria - Arrábida

Aí, em frente a um canhão de trocentos anos (esse da foto), com a vista mais linda do mar e da cidade, ele me deu um beijo perfeito! ABSOLUTE CINEMA! Encaixou perfeitamente! Meu Deus, que beijo perfeito!

Depois fomos a outro local com vista de Sesimbra e nos beijamos mais. Fomos para o carro, a coisa esquentou, mas não rolou sexo, apenas brincadeiras gostosas. Ele me disse que sou muito gostosa várias vezes. Isso foi um afago no meu ego e um remédio para minha baixa autoestima, complexada por ser gorda. Acho que eu me subestimei tanto que não achei que era desejável. Eu me pegava olhando para ele — o tipo de homem dos meus sonhos — olhando para mim com um desejo que me fazia dar uma risada interna gostosa de pensar que o homem do meu vision board tinha se materializado na minha frente!

Foi surreal de incrível! Estou sorrindo de orelha a orelha, mas sem perder o foco do porquê estou aqui e dos meus sonhos. Acho que posso ter uma coisa e outra. 

Embora a experiência no meu casamento tenha me feito achar  que, para amar, teria de me entregar total e cegamemte, deixar de ser quem sou e me anular pelo outro. Por isso tenho muito medo de amar novamente, pois não sei se saberia me manter intacta, a salvo.

Porém isso foi em outra vida quando eu não era diagnosticada, não tratava o TAB, não fazia terapia, não tinha rede de apoio nem amigas para ver as red flags (até porque afastei todo mundo) e, principalmente, não era medicada. Acho que hoje consigo me colocar em primeiro lugar na minha vida e, talvez, ainda abrir espaço para o outro.

Ele é inteligente, trabalhador, cavalheiro e veio me buscar em um jeep BMW! PQP! Não estou apaixonada nem nada, mas sinto as borboletas baterem asas no meu estômago e quero ver aonde isso irá me levar. Foi um encontro MÁGICO, como eu merecia ter!

Meu primeiro date europeu – e da vida!

terça-feira, 17 de março de 2026

foto tirada pelo date

Eu nunca tive um date!

Sim, aquele evento canônico na vida de toda a mulher de conhecer alguém, “conversar muito mesmo para tentar se conhecer”, parafraseando Legião Urbana, depois marcar um encontro e ver o que acontece.

Pensar no look, bater gilete – mas será que vai precisar? Pensar em até onde se abrir para não ser emocionada demais, expansiva demais, intensa demais. Dosar palavras, gestos, sentimentos e sensações para não afugentar o afortunado pretendente.

Se fizer sexo no primeiro encontro será considerada uma vadia? Mas devo esperar então um segundo? Terceiro? Qual a regra? Aliás existe regra?

Tantas questões...

E o para entornar ainda mais o caldeirão das incertezas, marquei esse date em um estado de euforia da mania bipolar – que é tão fugaz quanto um sopro de vento em um dia muito quente. Será que irá durar até a data marcada?

Veja bem, eu já me relacionei com homens, já fui casada.

Mas das poucas vezes que me aventurei em solos românticos, em um fugi para São Paulo para um encontro que foi com tudo que tinha direito e um mês depois estava indo de vez para a terra da garoa morar junto com o dito cujo. Passaram-se 11 anos, o amor acabou e apenas depois de 3 anos me senti recuperada da pancada emocional do término para consegui me abrir para outra pessoa: “o novinho”.

10 anos mais jovem, gostava das mesmas coisas que eu, filmes e livros e um belo dia o chamei ver um filme e dei um chá. O resto é história.

E só! Essas foram as minhas experiências com encontros na vida.

Os da adolescência não considero, porque era uma outra vida, a gente só beijava na boca – várias, aliás – e era feliz no simples, dividindo uma coca-cola de 2 litros no terraço de um shopping no qual ficávamos a tarde toda de mãos dadas. Ou nos beijávamos em bancos de pracinhas da cidade depois da aula. Bons tempos.

Agora, date como esse de buscar em casa, ir a um café depois passear em um lugar legal e, só Deus sabe o que vai acontecer, nunca tive.

E isso está me aterrorizando!

Não sei o que fazer, como me comportar.

Enfim, o frio na barriga das primeiras vezes, que nesse caso será aos 43 anos.

É uma sensação gostosa, não nego, mas totalmente fora do meu controle em uma nova vida de imigrante cheia de descontroles.

Queria ser leve e apenas aproveitar o momento e ver onde ele leva, mas para corações quebrantados e intensos, uma faísca já se torna um incêndio.

Vou me apaixonar se ele me olhar do jeito certo, no fundo dos olhos com um sorriso no rosto e um beijo perfeito? Possivelmente.

Vou quebrar a cara mais uma vez no campo do amor? Possivelmente também.

Mas quando digo que “vai, e se der medo, vai com medo mesmo” é meu lema de vida, eu levo isso plenamente a sério.

Acho que no fim das contas isso é apenas viver.

E se for para ser mais uma decepção, pelo menos fortalece, como sempre.

Ou, o mais inimaginável ainda, pode ser o começo de uma grande história – que seja pelo menos na ficção.

Um brinde as primeiras vezes! E aos recomeços! 

 


O último maço de cigarro e o sabor do recomeço

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026


Hoje o dia amanheceu com aquele tom de cinza que não vem apenas das nuvens de Portugal, mas de dentro. 
Sabe aquele "amargo na boca"? A sensação de que, apesar de seres uma puta profissional, com um currículo foda e uma bagagem internacional que não cabe em duas malas, o sistema resolveu te travar por causa de uma sigla? Pois é. Hoje o NISS venceu a batalha, e eu me permiti sentir o dissabor do fracasso momentâneo.

Mas no Janaland, a gente não doura a pílula. A gente engole o seco e transforma em texto.

Decidi que hoje seria o meu dia de Licença Poética. O dia de olhar para a minha vulnerabilidade e dizer: "Ok, senta aqui, vamos tomar uma cerveja". Fiz o meu prato favorito — macarrão com bacon, calabresa e creme de leite — e coloquei aquela música que faz a alma vibrar em Sesimbra.

E, principalmente, comprei aquele que decidi ser o meu último maço de cigarro.

Parece pouco, mas quem vive a ansiedade da imigração sabe como o cigarro vira uma bengala de fumo. Parei na pandemia, mas o combo "ansiedade + Portugal" me trouxe de volta. Só que a matemática não fecha mais. Nem a financeira (seis euros a cada dois dias é o preço de um sonho jogado no lixo), nem a de vida. Eu quero fôlego. Quero caminhar à beira-mar sem tossir. Quero gastar esses euros em Ubers para a Revista Máxima, não em fumo na varanda.

Hoje, eu me dei o direito de sofrer. De chorar a vaga do aeroporto que escorreu pelos dedos por pura burocracia. De me sentir frágil sob a chuva de Sesimbra.

Mas amanhã? Amanhã a fénix acorda.

Amanhã o meu corpo já não vai cheirar a tabaco. Vou acordar com o orgulho de quem escolheu a si mesma em vez da autodestruição. Minha terapeuta me lembrou hoje: eu sou foda. Lisboa continua lá, as redações continuam lá, e a minha capacidade de desbravar o mundo não diminuiu um milímetro porque um papel ainda não ficou pronto.

Hoje é dia de música, comida conforto e despedida. Amanhã é dia de ser, novamente, a melhor versão de mim. Que Deus me ajude e Nossa Senhora me dê forças, porque a caminhada só está começando.

Colei meu lema na parede para não esquecer nunca mais:

VAI,  E SE DER MEDO, VAI COM MEDO MESMO! 

Por hoje eu vou sofrer a depressao bipolar e a re-despedida desse meu companheiro de tantos anos, mas amanhã renasço das cinzas! 

15 perguntas para sair de um relacionamento abusivo e deixar de amar alguém em 15 minutos: Protocolo de Desromantização

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

 


Amiga, senta aqui. Se estás a ler isto, é porque o "lovecasting" (aquela projeção idealizada do futuro) ainda tenta sussurrar-te ao ouvido. Mas aqui no Janaland, a nossa bússola é o realismo visceral.

Tu dizes que tens medo de Lisboa sozinha (no caso eu mesma). Eu digo-te que o teu cérebro está apenas a tentar processar a saída de um Estado de Hipervigilância. Quando passamos por um relacionamento abusivo, o nosso sistema nervoso torna-se um perito em detetar ameaças. O problema? Ele vicia-se no cortisol (a hormona do stress).

O psicólogo Arthur Aron, em 1997, provou que a vulnerabilidade gera paixão. Mas no abuso, a vulnerabilidade é usada como arma de cerco. Por isso, hoje, vamos aplicar o Protocolo de Desromantização. É uma adaptação clínica para dissolver o vínculo pelo realismo puro.

Queria ter conhecido isso há 20 anos atrás quando vivia em um relacionamento abusivo e não tinha a minima ideia disso...

Se uma amiga que não conseguiu sair desse ciclo me visse agora, ela diria: "Não voltes. Eu daria tudo para estar onde tu estás: livre, em Sesimbra, a caminho de Lisboa".

Responde mentalmente, sem filtros:

1. O Ciclo da Intermitência (O Vício Dopaminérgico)

  • A Pergunta: Quando sentes falta, sentes falta dele ou do alívio que sentias quando ele, por breves momentos, parava de te magoar?

  • A Ciência: Pesquisas em neurobiologia mostram que o Reforço Intermitente (carinho imprevisível misturado com punição) cria um vínculo de trauma mais forte que o vício em heroína. O teu cérebro não sente falta de amor; sente falta da "dose" de alívio.

  • Dados Científicos: O Ciclo da Violência (Walker, 1979) explica que a fase da "Lua de Mel" é apenas uma estratégia biológica de manutenção do cativeiro emocional.

2. A Erosão da Identidade (Gaslighting)

  • A Pergunta: Lembras-te de quantas vezes duvidaste da tua própria sanidade porque ele distorceu a realidade? Quem é que tinha razão sobre o teu potencial?

  • O Realismo: O abuso não é sobre amor, é sobre Controlo Coercivo. A ciência define isto como um padrão de dominação que usa o isolamento e a degradação para anular a autonomia da vítima.

3. O Teste do "Não Passaria por Tudo Novamente"

  • A Pergunta: Se te dessem hoje a escolher entre a paz solitária de um quarto em só seu em qualquer lugar no mundo ou o barulho ensurdecedor de um jantar onde não podes ser tu própria... qual escolherias?

  • A Verdade de Amiga: O  mundo é apenas uma cidade com metros e ladeiras. O abuso era uma prisão sem grades. 

Agora vamos lá, responda mentalmente sem justificar: 

1- Que comportamentos provam que essa pessoa não compartilha meus valores? 

2- Três momentos em que ela prejudicou minha saúde mental. 

3- Se eu descrevesse essa pessoa num tribunal, só com fatos, como seria? 

4- Que defeitos eu venho romantizando? 

5- O que ela faz comigo que eu não aceitaria de um estranho? 

6- Quantas vezes, nos últimos 15 dias, eu me senti em paz nessa relação? 

7- O que eu abandonei de mim para manter isso — e o que recebi em troca? 

8- Minha produtividade e meus objetivos melhoraram ou pioraram? 

9- Se fosse com uma amiga minha, eu diria: fica ou sai? 

10- Qual traço incompatível eu ignoro sempre que bate a saudade? 

11- Eu amo quem essa pessoa é hoje — ou quem eu espero que ela vire? 

12- Se nada mudar em dois anos, como estará minha vida emocional? 

13- Três vezes em que eu precisei de apoio e recebi indiferença. 

14- Que vazio meu eu estou tentando preencher mantendo esse vínculo? 

15- Qual será meu primeiro ganho de liberdade quando eu soltar isso? 

Nota da Autora: Este protocolo não substitui terapia (que, aliás, já marquei para amanhã!), mas é o meu balde de água gelada. A melancolia de hoje é apenas o resíduo do cortisol a sair do corpo.

E de pensar que a primeira vez que tomei antidepressivo foi quando tive um diagnóstico de depressão + co-dependência emocional após o pé na bunda que levei do meu ex, que mesmo sendo eu que apanhava e era chutada enquanto estava caida no chão nunca tive coragem de abandonar o barco e sair daquele relacionamento. 

Agora estou aqui, morando na Europa e semana que vem, quando o Uber parar à porta da Revista Máxima (meu emprego dos sonhos), me lembrarei que não estou a pedir licença para existir. Estarei a ocupar o lugar que o abuso tentou dizer que não era meu! 


Pequenas conquistas em um país estrangeiro

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

 

Estava a trocar ideia com o Gemini e me veio o título desse post, as coisas pequenas que me fazem sentir cada vez mais pertencente, aquelas conquistas que, para muitas pessoas já tão habituadas parecem bobas, mas que para mim são um baita desafio e mais um tijolinho do muro cultural, geográfico e da língua derrubado. Vem celebrar comigo também e exercer a gratidão nos pequenos detalhes.

1 – Pagar ônibus (aqui chamam de autocarro) sozinha.

2 – Passar a virada do ano sozinha, perder o último pôr do sol, o primeiro amanhecer, longe da família, dos meus amigos, mas ganhando em euro (foi minha forma de ressignificar).

3 – Ter aguentado uma crise de ansiedade no dia 31/12 no meio do trabalho sem surtar e conseguir chegar ao fim do turno. Depois corri para casa para chorar.

4 – Passar por uma consulta com uma médica portuguesa da saúde pública e conseguir minha receita dos medicamentos necessários.

5 – Ter atendido minha primeira cliente em inglês! Gastei meus anos de estudo para dizer que não tínhamos prato do dia, apenas menu hahaha. Mas fiquei feliz em ao menos usar o inglês que possuo em uma situação cotidiana.

6 – Responder “de rien” (mentalmente) para um cliente francês que disse “merci”.

7 – Fazer uma piada boba e todos rirem muito e falarem que “essa foi boa”, um português incluso (para quem não tinha nenhum amigo, isso é ouro puro).

8 – Ah, os incontáveis pores do sol incríveis.

9 – Ouvir o barulho do mar e poder apenas contemplar, sentir os pensamentos acalmarem e uma paz absurda interna.

10 – Tirar um café perfeito na cafeteira que mais parece uma geringonça!

11 – Ter a coragem de dizer “não” a um ambiente que me fazia mal e perceber que o mundo não acabou, ele apenas se abriu.

12 - Voltar a olhar para o teclado do computador não como uma ferramenta de trabalho pesado, mas como o pincel que pinta a minha nova história.

No final das contas, emigrar é isso: reaprender a caminhar enquanto se constrói o próprio chão. Hoje, entre um café tirado numa geringonça e um 'não' que me libertou, percebi que não estou apenas de passagem. Estou a fincar raízes!

A vida estrangeira é dura, mas quando a gente acerta a piada e o grupo ri... ah, aí a gente entende que o mundo é grande, mas a gente cabe nele.

E você, qual foi a sua pequena vitória de hoje?

Alunos de projeto de literatura e música se apresentaram em especial de Natal do Sesi na Arena Pantanal

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Divulgação

No último sábado (13.12), o Sesi na Arena - Especial de Natal na Arena Pantanal, em Cuiabá, que teve como atração principal a Orquestra Sesi MT juntamente com o Coral da UFMT, e contou com a participação de vários projetos sociais de indústrias associadas ao Sistema Fiemt. Entre as apresentações que emocionaram os presentes, cerca de 25 alunos do projeto de literatura e flauta doce da Refrigerantes Marajá. 

O superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi MT), Alexandre Serafim, elogiou a parceria com as indústrias nestes projetos sociais levados às comunidades de Cuiabá e Várzea Grande. “É importantíssimo, o que a Marajá faz através da lei de incentivo a cultura, onde proporciona o que  nós vimos aqui na Arena, um coral infantil das crianças que receberam aula de literatura e declamando poemas lindíssimo, tocando flauta e acompanhando junto com a orquestra esse maravilhoso evento que fizemos”, disse.

O coordenador de Recursos Humanos da Refrigerantes Marajá, Tiago Bruehmueler Morinigo, falou após as apresentações das crianças do projeto, o que significa para a empresa desenvolver este tipo de ação junto a comunidade. “Para a Marajá é uma alegria estar participando aqui dessa apresentação, esse projeto social para nós é motivo de muito orgulho e, poder receber na nossa casa esses dois projetos da cultura, que são as oficinas de flauta doce e as oficinas de literatura e desenvolvimento de criatividade. É uma satisfação ver o quanto as crianças se desenvolveram ao longo deste ano”, destacou.

As apresentações contaram com 25 alunos, entre eles, a Ana Júlia de 07 anos de idade, a mãe dela, a assistente administrativa, Queroline Rodrigues de Campos, que não poupou elogios ao projeto e destacou a evolução da filha durante o ano. “Ela gosta muito, desenvolveu bastante com o projeto e está aprendendo a ler, porque ela está no primeiro ano do fundamental, ela que pediu para participar e incentivou até umas amiguinhas para vir com ela”, exaltou.

LITERATURA 

Na área de literatura do projeto da Marajá/Sesi, a pedagoga,  Rozélia Barbosa da Silva, explica que são trabalhadas várias obras da literatura brasileira, com um acervo bastante rico de livros, incentivando a leitura, bem como a escrita, o que segundo ela reforça o empoderamento deles como leitores e como cidadãos. “Nós desenvolvemos um lado artístico junto com essa leitura, pois elas não ficam só lendo, no momento realizamos toda a dramatização, a oportunidade para eles se expressarem através do desenho, do teatro, da contação de história e o convívio que eles têm entre eles, como colegas”, falou.

Para Karolayne Freitas Nunes, a pequena Nicole Maria demonstra entusiasmo ao participar das aulas de literatura e flauta doce. “Ela adora vir e não gosta de faltar, a desenvoltura e a leitura da Nicole melhoraram e se expressa bem melhor depois que começou a fazer as aulas de flauta e a literatura”, finalizou.

Eu vou embora para Portugal perseguir meu sonho...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Esse post vai ficar guardadinho aqui nos rascunhos até chegar o momento certo. 

Feliz que não cabia em mim com meu visto finalmente em mãos! 

04/11/2023 foi quando o escrevi. Foi atualizado em 09/01/2024. Lapidado novamente em 05/06/2024. Atualizando em 08/09/2025 e finalizado em 06/11/2025 (15 dias antes de eu finalmente chegar e de publicar esse post), 01/12/25, uma semana após a minha chegada. 

Provavelmente estarei (des)embarcando para a jornada do maior desafio da minha vida início meio de maio, agosto, pois quero (queria) pegar o início do verão europeu que tem muitas ofertas de trabalho, dia 18 de outubro de 2024 e irei chegar no exato dia do meu aniversário, 19 de outubro e, em 17 de novembro de 2025 acompanhada de Mih. A Mih não veio mais para o Brasil, mas ela é a pessoa responsável por eu estar indo para Portugal - essa amiga que virou meu porto seguro, morada e fez mais por mim que qualquer irmão de sangue - e, se tudo der certo faremos um rolê em Paris assim que for possível. 

despedida com Mih em 2019

Essa amiga que nunca foi tipo "A" melhor amiga, tínhamos afinidade e nos divertíamos juntas quando nos encontrávamos e só. Mas ela, mesmo não sendo my bestie e, que está em Portugal há 7 anos, me incentivou, ofereceu abrigo, me acolheu, aguentou meus surtos de pessimismo, sempre me colocando para cima e me lembrando do meu potencial, fora que ainda indicou a advogada que foi fundamental em todas as fases do meu processo. Pois queria ir com segurança, legalmente, amparada. Foram dois anos e meio do planejamento ao visto e quase 3 até finalmente embarcar. 

Não foi uma decisão fácil, tive muito medo, aquele medo do fracasso, do desconhecido quando se encara o maior desafio da sua vida e tudo é novo. Não temos nenhum controle do resultado ou ideia do que vai acontecer no futuro. É sair do lugar comum, da zona de conforto para enfrentar a escuridão, sem GPS! 

Hoje eu li uma frase que vou até tatuar de tanto que me impactou e tem a ver com esse momento da vida que me encontro:

"AS VEZES OS PASSOS MAIS FIRMES SÃO DADOS COM AS PERNAS TREMENDO"

Eu e meu casca de bala, parceiro, confidente e apoiador incondicional. 

Essa jornada era algo me minha alma clamava por anos e anos a fio, desde os 18 anos para ser mais precisa, mas que achei que nunca fosse possível para mim, uma criança pobre do interior de Mato Grosso que não teve muito acesso a livros (até tinhamos livros na estante, mas eles eram decorativos, não podiamos mexer), cultura, que praticamentese alfabetizou lendo uma revista de moda, a Manequim, nas quais viajava por aquelas páginas quando mostrava as semanas de moda mundo afora, mas que nunca foi permitida sonhar alto quiçá ter alguma informação sobre outros países que não fosse a que passava na televisão, ou naquelas revistas, nosso único contato com o mundo exterior.

Lembro quando mamãe levava merenda da escola que ela trabalhava em sacos de arroz para nos alimentar, por não termos como comprar comida, de mim fritando banana verde do pé da bananeira que tinha no quintal de casa para poder lanchar a tarde porque não tinha nenhuma bolacha de água e sal ou pão dormido, ou comendo manga que tinha no pé aos montes pois a comida sempre foi na medida, mas a fome não. Essa realidade perdurou até eu ter perto dos 20 e tantos anos quando me casei (e não recomendo), portanto nunca achei que Europa fosse como um conto de fadas ou um mundo distante que não seria para mim, mesmo sonhando com aquele mundo longínquo dos filmes. 

Era um sonho muito distante e totalmente fora da minha minha realidade financeira ou classe social e, parecia impossível para mim sendo que eu era e vindo de onde tinha vindo!

Mas sempre tive esse negócinho, sabe? Que causava uma coceirinha chamada incômodo, je ne sais quoi que me acompanhou ao longo da vida, mesmo sabendo que não era para meu bico. Seja por minha criação, seja pela minha realidade financeira.

Mas o pulo do gato veio em 2022 quando comecei a fazer terapia com a pessoa mais iluminada do mundo a qual serei grata eternamente, que irradia luz por onde passa, Aline Emanuelle!

A partir das sessões de terapia que começaram quando estava fazendo meu TCC aos 39 anos para realizar meu sonho de me formar em uma universidade federal finalmente e, estava tendo várias crises de ansiedade. Lembro que passei dois meses tendo dor de cabeça todos os dias, sem falhar nenhum! E que após concluída essa etapa na qual Aline foi FUNDAMENTAL, começamos a falar de sonhos e desejos, pulsar de vida, propósito, e foi quando abri pela primeira vez fora da minha cabeça ou com o ex-marido que me tratava pior que lixo humano, sobre meu sonho que se arrastava desde a minha juventude. 

E também foi nessa época que meu primo, Jorgival, falou sobre vir embora para Portugal. Sempre sonhamos em desbravar o mundo e me pareceu uma boa ideia, algo com que sonhar em medo a uma vida que se resumia a trabalhar, pagar contas, beirando um burnout e sem qualidade de vida. 

Acho que tinha uns 17 ou 18 quando decidi que para ser feliz eu precisaria morar fora do país!

Eu me preparo para esse momento desde os meus 15 anos quando comecei a trabalhar com contrato no Governo e ganhava 1/2 salário mínimo. Mal recebi meu primeiro salário e já comecei a investir no meu curso de inglês, sem ninguém me falar que precisava fazer ou que era importante e assim o fiz por anos até saber o suficiente para me virar!  Hoje uso para escrever para meu blog, para falar com crushes internacionais como poderão ler no meu livro Cartas da Mabi assim que for lançado. 

Isso sem ter NENHUM exemplo dentro de casa, uma inspiração. Comecei a fazer o curso porque sempre gostei de ler e nas revistas falavam que era importante ter uma segunda língua. 

Eu fiz pelas 'vozes da minha cabeça' e assim foi por 4 anos onde cheguei ao nível intermediário. Hoje tenho até TOEFL!

Acho que analisando a minha trajetória, todos os caminhos me trouxeram aqui. Sejam os meus sonhos mais malucos ou todos os degraus que subi e passos que precisei dar para chegar aqui.

De lembrar que fui chutada enquanto estava prostrada no chão inúmeras e seguidas vezes por aquele a que dedicava o maior amor que tinha em meu peito e ter sobrevivido para contar a história da minha vida e poder dizer que sobrevivi e REESCREVI minhas história! Isso é magnífico! 

Agora estou aqui em Portugal, aos 43 anos, pois nunca é tarde para recomeçar, vivendo meu sonho da adolescência e da vida!

E a meta é passar meu primeiro aniversário na Europa em Paris, cidade dos meus sonhos mais profundos!

Deu medo? MUITO! Mas meu coração desejava isso há tanto tempo e tive tanto suporte, que no fim, era mais um capítulo da minha jornada!

"VAI, E SE DER MEDO VAI COM MEDO MESMO!"

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Evento reúne natureza, cultura e economia criativa no coração da capital mato-grossense

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Imagem Ilustrativa/Internet 

Entre os dias 25 de setembro e 5 de outubro de 2025, a Praça Alencastro, no coração do centro histórico de Cuiabá, será transformada em um verdadeiro jardim a céu aberto com a realização do Festival das Flores de Cuiabá. Com entrada gratuita, o evento chega a mais uma edição consolidado como um dos maiores encontros florais do Centro-Oeste e já integra o calendário cultural da cidade.

Organizado pelo Centro Espírita Beneficente União do Vegetal – Núcleo Arvoredo, o festival tem como missão valorizar a natureza, incentivar o cultivo de plantas ornamentais e medicinais, e promover o contato com o verde em meio ao cenário urbano. O público poderá apreciar uma impressionante variedade de mais de 200 espécies de flores e plantas, vindas diretamente de Holambra (SP), reconhecida nacionalmente como a “cidade das flores”.

Além da exposição e comercialização de flores, o evento também oferece produtos complementares como vasos, terras, fertilizantes e adubos, além de contar com uma feira de artesanato local e uma apresentação cultural especial na abertura.

O Festival das Flores é um evento beneficente, realizado com o apoio de centenas de voluntários, que recebem o público com alegria e dedicação. Entre as espécies disponíveis, destaque para orquídeas, bonsais, palmeiras, roseiras, cactos, rosas do deserto, pimenteiras e muitas outras.

“O festival é, mais uma vez, uma oportunidade de levar mais cor e vida ao cotidiano das pessoas. Um espaço de encontro entre a natureza e a comunidade, que promove o cuidado com o meio ambiente, fortalece a economia criativa e resgata a convivência coletiva no nosso centro histórico”, destaca Dominique Biancardini, coordenadora geral do evento.

A expectativa é que mais de 50 mil pessoas visitem o festival ao longo dos dias de programação.

“De coração aberto, agradeço a todos que estão ajudando esse sonho a florescer: patrocinadores, apoiadores, equipe organizadora, voluntários, a imprensa, os visitantes e, claro, os artesãos locais. Esse evento é feito com muito amor para vocês.”

Serviço: 

Evento: Festival das Flores de Cuiabá
Data: 25 de setembro a 05 de outubro de 2025
Horário: Das 9h às 21h
Local: Praça Alencastro – Centro Histórico de Cuiabá
Entrada: Gratuita
Informações: (65) 99215-7106

Instagram: @festivaldasflorescuiaba 


Abrasel-MT é correalizadora do maior evento de gastronomia de Mato Grosso

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

 

O Pantanal Cozinha Brasil acontece de 01 a 31 de outubro

Imagem: Divulgação/Assessoria

A 11ª edição do Pantanal Cozinha Brasil já tem data para acontecer! De 01 a 31 de outubro Mato Grosso será palco da maior celebração da gastronomia pantaneira, com eventos exclusivos para profissionais, entusiastas e amantes da boa culinária, em uma programação imperdível, com capacitações, workshops gastronômicos, jantares magnos com chefs nacionais, talk show com a influenciadora fit Manuela Cit e várias outras, em parceria com a Associação brasileira de Bares e Restaurantes, em Mato Grosso.

Idealizado pelo professor de gastronomia João Carlos Caldeira, o evento deste ano tem como homenageado o atual secretário de turismo de Cuiabá, Fernando Medeiros. “A escolha é feita dando atenção aos serviços prestados à gastronomia culinária de Mato Grosso. E o Fernando vem realizando um excelente trabalho no apoio ao setor, bem como em seu restaurante Japidinho, que é referência no estado e como diretor da Abrasel”, explica ele.

Desde a sua primeira edição, o evento elege um ingrediente principal. A manga, o pequi, a mandioca já abrilhantaram pratos diversos. Desta vez, o destaque será a carne de Mato Grosso, com o apoio do Instituto Mato-grossense da Carne – IMAC. “Vamos aproveitar a realização do World Meat Congress (WMC) – Congresso Mundial da Carne – que acontece entre os dias 28 e 30 de outubro, em Cuiabá. O evento, conhecido por ser um dos maiores voltados ao setor de proteína animal, deve reunir representantes de mais de 20 países”, revela Caldeira.

“O Pantanal Cozinha Brasil faz parte do calendário de eventos de Cuiabá e neste ano ele acontece na mesma data de dois grandes eventos internacionais, o World Meat Congress e o show da banda de rock Guns N' Roses. Uma ótima oportunidade para o setor de bares, restaurantes e afins, mostrar seus atributos aos milhares de turistas que estarão pela cidade”, avalia o presidente da Abrasel-MT, Daniel Teixeira.

Uma extensa programação foi preparada para contemplar os participantes, com treinamento para o Roteiro da Carne e o universo da carne bovina regional, workshops gastronômicos de vinho, café e cerveja. Restaurantes de Cuiabá oferecerão um prato especial de carne bovina regional durante todo o mês de outubro. São eles: Mahalo, Toroari, Àvah, Baronês, Meats Grill, Talavera, Varadero, Due Ladroni e Canto. Além do encontro Wellness & Fit com Manuela Cit, maior influencer nacional do segmento, com degustação saudável e apresentação de produtos saudáveis com ingredientes regionais do Pantanal.