Parafraseando
a célebre frase atribuída a Rita Hayworth “Os homens deitam-se com a Gilda, mas
acordam comigo”, em alusão a personagem Gilda, uma das mais célebres femmes fatales da história do cinema, interpretada
pela atriz no filme homônimo.
A
afirmação “sublinha a sua luta para ser reconhecida além do seu papel mais
famoso e a sua frustração com a objetificação em Hollywood”.
Penso
sempre nela quando começo algum tipo de envolvimento com o sexo oposto, pois,
veja bem, sou uma pessoa voluptuosa com seios fartos tamanho 50 que chamam a atenção
por onde passo e nas fotos dos aplicativos de relacionamento.
Por
muito tempo aceitei que era uma mulher-objeto que não era digna de uma conversa
mais profunda sobre a alma e a própria existência.
Todos
querem, todos desejam, mas ninguém fica. Eles querem apenas a noite, nunca o
dia.
E
quando esse objeto passa a demonstrar que é uma pessoa intensa, confusa,
caótica que fala alto, ri em momentos inadequados, tem a mente acelerada e é
altamente emocionada eles se vão. Acordaram com a Jana.
Minha
intensidade e excitação pela vida assusta, afugenta.
Minha
verdade incomoda e confunde a ponto de ser mais fácil abrir mão do que tentar
ficar.
Eles querem o corpo apenas, não a essência, a alma
Apenas
sexo fantasioso.
Só
teve uma pessoa que se apaixonou pela minha essência, sem sequer ver uma foto
minha, mas me causou um trauma que demorei muito para me reerguer.
Espero
que um dia alguém me veja de verdade antes de ver o meu corpo.
A Maldição de Rita Hayworth: Quando o
Desejo não Enxerga a Alma
Em 1946, o mundo parou para ver Rita Hayworth personificar Gilda. Luvas pretas, um cigarro entre os dedos e uma sensualidade que transbordava a tela, transformando-a na femme fatale definitiva. Mas, longe dos holofotes de Hollywood, Rita carregava uma frase que ecoa até hoje na vida de muitas mulheres potentes: 'Os homens deitam-se com a Gilda, mas acordam comigo'.
Ela falava da frustração de ser amada pelo mito, mas rejeitada pela mulher real, humana e complexa que existia por trás da imagem.
Trago esta referência clássica para o Janaland hoje porque, em pleno 2026, entre matches e scrolls infinitos, percebo que a maldição de Rita continua viva. Vivemos num 'açougue' digital onde o decote ou o batom cereja abrem portas, mas a intensidade da alma parece fechá-las logo a seguir.
Hoje,
decidi tirar as luvas da Gilda e apresentar-vos a Jana. Aquela que os homens muitas vezes não têm coragem de conhecer
à luz do dia.


