Chega a ser irônico que depois de me sentir a Gildas em intermináveis conversas e várias línguas diferentes, quando finalmente o amor bate à porta em um homem lindo, maduro, que buscava também encontrar o amor verdadeiro no meio de amores líquidos do aplicativo e, por outra ironia ainda maior do destino, ao tentar acessar a plataforma pelo PC para ser mais fácil conversar com ele, pois queria muito me conectar, eu excluí a minha conta e o homem lindo que vinha com a promessa de passeios sob a luz do luar.
Foram breves momentos de conversa
até o fatídico ato que me fez o perder para sempre.
Norueguês (olha mais uma bandeira
para o Passaporte do Amor), arquiteto, mais velho que eu e um semblante sereno
de quem sabe o que faz da vida. E só. Não tenho mais nada para me apegar.
Apenas uma frustração retumbante.
Talvez o tal do amor não seja
feito para mim, afinal.
Vejo como um sinal de que não era
o momento de me apegar, pois acabei de voltar ao jogo do amor e acho que ainda
tenho muito a experimentar e bandeiras a colecionar.
Vou desistir? Jamais! Minha carta
aberta foi escrita e lançada aos Deuses do Universo, que se forem generosos,
devem atender meu singelo pedido de uma conexão profunda para além do objeto de
desejo.
Hoje fico no e se, no quase.
O amor que quase foi.
Pode ser que não nos
conectássemos, que tivéssemos valores totalmente opostos, que a química não
rolaria. Enfim, nunca saberemos.
Por hoje fico com a lição, se
gostou, já troque contatos logo para não correr o risco de o universo te dar
uma rasteira e você ficar sem nada.



