Carta aberta ao novo amor

sábado, 16 de maio de 2026

 

Quando me perguntam o que estou procurando no Tinder, para além dos carimbos no Passaporte do Amor e do Cardápio de Homens, no fim das contas eu quero romance.

Alguém que me busque em casa e me leve para jantar para “conversarmos mesmo para tentar se conhecer”, quero passeios para ver o pôr do sol à beira do Tejo, quero caminhadas silenciosas em parques onde cada um lê seu livro favorito.

Quero carinho, cafuné, abraços apertados que cabem o mundo.

Quero mãos dadas na rua.

Quero cafés da manhã em cafeterias icônicas.

Dormir de conchinha.

Sexo às 3 da manhã.

Quero sentir que estou vivendo em um filme de romance barato de Hollywood.

Quero ser emocionada sem sentir medo de assustar.

Quero poder ser eu mesma pela primeira vez na vida.

Quero não ser a Gilda e ser apenas a Jana.

Quero ligações de madrugada porque estava com saudades.

Quero poder ser eu sem ter que ficar me medindo.

Encontros aleatórios no teatro, no cinema, no Candlelight.

Quero sentir o sabor da doçura da vida de ver o mundo pelas lentes coloridas do amor.

Não falo de casamento, nem compromisso.

Mas sentir que a vida pulsa através de encontros que podem ser de alma ou não.

Quero sentir a brisa suave no meu rosto e uma paixão marota que me tira o sono e dá frio na barriga.

Não um objeto de desejo, não uma femme fatale!

Quero poder ser apenas eu e que o sortudo fique, que seja por um beijo ao luar.

 

 

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