Uma ficada casual que virou — mais uma — rejeição.

domingo, 13 de setembro de 2026

Já perdi a conta das inúmeras vezes em que fui rejeitada. Para mim, este é o pior sentimento que existe. Amigos que se vão sem explicação, o amor da minha vida que virou ex-marido... O ciclo parece não parar de se repetir.

Ele abriu a porta do carro para eu entrar. Na minha cabeça, um sinal claro de interesse; na realidade, mera educação. Veio o convite: vinho e uma noite de sexo incrível. O acordo parecia selado.

Estava tudo bem até ao momento em que ele perguntou o que eu gostaria que ele fizesse para eu gozar. Foi ali que tudo começou a ruir. Retraí-me, a minha feição mudou. Este é um tema espinhoso para mim, uma resposta que não sei dar por nunca ter experimentado.

De repente, a noite leve virou uma conversa profunda sobre o meu ex-relacionamento abusivo. Eu não queria tocar no assunto, mas o trauma veio à tona. Depois disso, algo no ar mudou, como se um cristal delicado se tivesse partido entre nós.

Deixou-me em casa, despediu-se com doçura e gentileza. E... o silêncio.

Já não tenho idade nem paciência para ficar a adivinhar, por isso perguntei diretamente: “Não gostaste da noite?”

Mais silêncio. E o silêncio, afinal, não deixa de ser uma resposta.

Fiquei eu aqui, rejeitada mais uma vez, sem saber exatamente o porquê. Abri-me demais? Foi por parecer incapaz de sentir prazer? Não faço ideia e, pelo visto, nunca saberei.

Resta-me recomeçar — mais uma vez — e, quem sabe um dia, encontrar alguém que compreenda, que não tenha medo da minha profundidade e que me faça, finalmente, saber o que é tocar as estrelas.

A Falsa Companhia e a Ilha de Si Mesma

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Emigrar é, antes de tudo, um exercício diário de desamparo. Quando desembarcamos num país diferente com a mala cheia de sonhos e o peito aberto para o mundo, trazemos conosco uma fome silenciosa e urgente: a necessidade desperadoramente humana de pertencimento. Queremos uma voz familiar, um riso partilhado no fim do dia, um abraço que nos diga que não estamos sozinhos no meio da multidão.

Nessa busca por calor humano, a solidão torna-se uma lente distorcida. Ela nos faz confundir presença com afeto e barulho com companhia. Por medo de encarar o silêncio do quarto ou o peso dos nossos próprios sentimentos — com todas as suas oscilações, picos de euforia e vales de tristeza —, abrimos as portas da nossa vida para quem passa sem intenção de ficar. Apegar-mo-nos ao raso, ao caos alheio, à aprovação de estranhos que mal compreendem a densidade da nossa história. Oferecemos a nossa transparência e a nossa verdade a quem busca apenas a compostura da superfície, e aceitamos a ausência daqueles em quem depositamos a nossa gratidão.

Passamos o passaporte do amor na expetativa de que o outro nos dê a cidadania do seu afeto. E, quando recebemos a rejeição ou o silêncio frio do desinteresse, a dor não vem do outro; vem do reencontro forçado com o vazio que tentávamos evitar.

A ressaca da alma é sempre mais dolorosa do que a do corpo. Ela nos mostra o preço alto de nos afastarmos dos nossos próprios altares. A cada copo erguido para anestesiar a exaustão, a cada conversa jogada fora para preencher o tempo, deixamos um pedaço do nosso brilho pelo caminho. Adiamos os nossos livros, os nossos projetos, o nosso sustento e os nossos passos em direção à independência.

Mas a solidão do imigrante também guarda uma força soberana e sagrada: a capacidade do retorno.

Decidir fechar as portas para o desgaste não é um ato de derrota, é um manifesto de sobrevivência. É compreender que a única estrutura emocional capaz de sustentar os nossos sonhos é a que construímos por dentro. Dizer chega aos encontros vazios, às companhias ruidosas que nos roubam a paz e aos silêncios que nos diminuem é o primeiro passo para limpar o terreno.

Não precisamos da validação de quem não sabe o peso da nossa caminhada. O nosso foco volta para o chão sob os nossos pés: para a ferramenta de trabalho que precisamos conquistar, para as páginas dos livros que ainda vamos publicar, para a escrita que liberta e para a dignidade de quem constrói o próprio destino com as próprias mãos.

Longe da barulheira do mundo e das falsas companhias, a luz que parecia apagada volta a acender-se. A maior viagem do imigrante não é a que cruza o oceano; é a jornada de volta para si mesmo.

Do plástico às pedras preciosas: as Jornadas Europeias do Património chegam ao Tesouro Real

sábado, 5 de setembro de 2026

Garrafas de plástico transformadas em pregadeiras, uma visita sobre a sustentabilidade na exploração de pedras preciosas e um percurso pela história e gestão do próprio museu. Estas são as propostas do Museu Tesouro Real para as Jornadas Europeias do Património, que se realizam em setembro sob o mote “Reviver, resistir e reinventar”.

O programa começa a 19 de setembro com o workshop “Nobre Renascer: Do Plástico à Joia”. Conduzida por Cristina Nuño, vencedora do concurso de joalharia Ecos Reais, a oficina desafia os participantes a transformar garrafas de plástico PET em pregadeiras inspiradas no universo marinho. Entre medusas e corais, um material do quotidiano ganha uma nova vida e aproxima a joalharia contemporânea das preocupações ambientais.

No mesmo fim de semana, a visita orientada “Brilho Sustentável” propõe um percurso diferente pelas joias, pelo ouro e pela prata do Tesouro Real. Nos dias 19 e 20 de setembro, o público descobre algumas das cerca de 22 mil pedras preciosas da coleção e acompanha a história das suas origens, características e valor. A visita liga ainda estes minerais ao presente e mostra como muitos são hoje essenciais à tecnologia e à transição ecológica e lançando uma reflexão sobre o uso responsável dos recursos naturais.

As Jornadas prolongam-se a 26 e 27 de setembro com a visita temática “O Museu Tesouro Real como caso singular na Gestão do Património Português”. Mais do que apresentar joias e insígnias, o percurso revela as decisões políticas, jurídicas e patrimoniais que marcaram o destino da coleção desde a Implantação da República. Da dispersão e recuperação de diferentes núcleos à criação do museu no Palácio Nacional da Ajuda, a visita mostra como a colaboração entre entidades públicas e privadas tornou acessível um património de excecional importância nacional.

Antes das Jornadas, setembro recupera outra figura decisiva da monarquia portuguesa. Nos dias 5 e 6, a visita especial “D. Carlota Joaquina e as Redes de Poder na Monarquia” acompanha a trajetória da rainha entre alianças ibéricas, intrigas palacianas e oposição ao constitucionalismo. Integrada nas comemorações dos 200 anos das exéquias de D. João VI, a proposta percorre os bastidores de um período marcado por ambição, lealdade e rutura política.

Ao longo do mês, o museu mantém as visitas orientadas regulares à coleção, em português e inglês. No dia 12 de setembro, segundo sábado do mês, a visita em português é gratuita mediante aquisição do bilhete do museu. Sob a gestão da Associação Turismo de Lisboa, o Museu Tesouro Real está aberto todos os dias, das 10h00 às 19h00 (última entrada às 18h00).

Saiba mais em: Museu Tesouro Real | Agenda

Mais uma noite de K-Beauty: vou testar a Medicube Kojic Acid Turmeric Night Wrapping Mask

terça-feira, 1 de setembro de 2026



Minha imersão no mundo dos cosméticos coreanos continua. 🇰🇷✨

Depois de começar a explorar essa avalanche de produtos, ingredientes e promessas que vêm da Coreia do Sul, resolvi colocar mais um queridinho à prova: a Medicube Kojic Acid Turmeric Night Wrapping Mask.

E confesso que fiquei especialmente curiosa com esta.

Primeiro porque ela é uma máscara noturna. Ou seja: a ideia é passar no rosto antes de dormir, deixar agir durante a noite e simplesmente lavar pela manhã.

A beleza trabalhando enquanto a gente dorme?
Olha… já ganhou minha atenção. 😂

A promessa me deixou curiosa

A proposta é cuidar daquela pele que parece meio sem graça, cansada e com textura irregular, ajudando a deixá-la mais luminosa, hidratada, macia e uniforme.

E a fórmula reúne uma verdadeira seleção de ingredientes conhecidos no universo do skincare:

ácido kójico, cúrcuma, vitamina C, niacinamida, retinol, vitamina E, colagénio, adenosina, alantoína e glicerina.

Sim, tem bastante coisa nesse potinho.

E algumas delas são particularmente interessantes quando pensamos em luminosidade e textura da pele.

A vitamina C é conhecida pela ação antioxidante e por ajudar na aparência de uma pele mais luminosa e uniforme.

A niacinamida é uma das minhas queridinhas entre os ingredientes de skincare porque trabalha em várias frentes: ajuda na barreira da pele, na hidratação e na aparência de manchas e textura irregular.

A cúrcuma entra na fórmula pela sua ação antioxidante e pelo potencial calmante, além da proposta de ajudar a uniformizar o tom.

E temos ainda o retinol, ingrediente bastante conhecido quando o assunto é textura, linhas finas e sinais de envelhecimento.

Ou seja: a promessa aqui não é apenas acordar com a pele hidratada.

É acordar com uma pele que pareça mais luminosa, macia, uniforme e descansada.

Agora quero descobrir se ela consegue cumprir tudo isso.

E é aí que começa o teste

Uma coisa que estou gostando nessa minha experiência com o K-Beauty é justamente poder olhar para esses produtos com curiosidade, mas também com um pouquinho de desconfiança.

Porque promessa bonita toda marca tem.

O que me interessa é saber o que acontece depois que o produto sai da embalagem e vai para a minha pele.

Vou testar a Medicube Kojic Acid Turmeric Night Wrapping Mask e observar principalmente a hidratação, o toque, a luminosidade e a aparência geral da pele depois do uso contínuo.

E, claro, quero saber se aquela história de acordar com a pele linda no dia seguinte é realidade…

ou apenas mais uma excelente história de marketing coreano. 👀

Por enquanto, minha expectativa está bem alta.

Agora é colocar a máscara para dormir comigo.

E descobrir quem vai acordar mais bonita no dia seguinte: eu ou ela. 😂

Continua a acompanhar esta minha incursão pelo K-Beauty aqui no Janaland. Ainda temos muitos potinhos para abrir — e muitas promessas para colocar à prova.

Mais uma parada na minha viagem pelo K-Beauty: vou testar o Medicube PDRN Collagen Glow Jelly Serum

domingo, 30 de agosto de 2026


Minha imersão no universo dos cosméticos asiáticos continua — e, pelo visto, ainda estamos muito longe de terminar essa viagem. 😂🇰🇷

Depois de experimentar produtos com ingredientes que até pouco tempo atrás pareciam nomes de ficção científica, chegou a vez de testar mais uma estrela do skincare coreano: o Medicube PDRN Collagen Glow Jelly Serum.

E, confesso, a primeira coisa que me conquistou foi o nome.

Glow. Jelly. Collagen. PDRN.

Parece que alguém pegou todas as palavras que fazem uma apaixonada por skincare parar diante de uma prateleira e colocou numa única embalagem.

Mas será que funciona?

É isso que eu quero descobrir.

PDRN de novo?

Sim!

Depois de encontrar o PDRN no meu tônico da Numbuzin, ele aparece novamente na minha jornada pelo K-Beauty.

E talvez essa seja uma das coisas mais interessantes dessa experiência: começar a perceber quais ingredientes estão realmente dominando o skincare asiático.

O PDRN, derivado de pequenos fragmentos de DNA, virou um dos grandes protagonistas dessa nova geração de cosméticos coreanos. Nos produtos de skincare, aparece associado a propostas de pele mais hidratada, revitalizada, firme e com aparência saudável.

Mas aqui faço aquela ressalva que gosto de fazer no Janaland: cosmético não é procedimento dermatológico.

O fato de um ingrediente ser usado em tratamentos profissionais não significa que passar um sérum com esse ingrediente em casa vá produzir exatamente o mesmo resultado.

Então, nada de milagres.

Vamos observar o que acontece de verdade na pele.

E o colagénio?

Esse sérum também aposta forte no colagénio.

Segundo a Medicube, a fórmula tem cerca de 65% de água de colagénio, justamente para ajudar na hidratação e naquela aparência de pele mais preenchida e viçosa.

E tem também 5% de niacinamida, ingrediente que já é um velho conhecido do skincare e que aparece aqui com a proposta de melhorar a aparência do tom e da textura da pele.

Traduzindo tudo para a língua que nós realmente falamos:

a promessa é acordar a pele cansada.

Mais hidratação.

Mais luminosidade.

Mais viço.

Mais aquela aparência de pele lisinha e preenchida que os coreanos chamam de glass skin.

E, sinceramente?

É exatamente isso que estou esperando encontrar.

A textura também me deixou curiosa

O nome Jelly Serum não está ali por acaso.

A Medicube descreve a textura como uma espécie de gelatina aquosa leve, que derrete na pele e é absorvida rapidamente, deixando uma sensação refrescante.

E isso me interessa muito.

Porque uma coisa é ter um sérum cheio de ingredientes interessantes.

Outra é ele ser agradável de usar.

Eu quero aquele momento gostoso de skincare em que você passa o produto e pensa:

“Minha pele está bebendo isso aqui.”

😂

Agora começa o verdadeiro teste

A marca apresenta resultados de testes clínicos indicando aumento de luminosidade e hidratação após uma utilização, mas também ressalva que os resultados podem variar de pessoa para pessoa.

E é justamente aí que eu entro.

Porque não quero simplesmente repetir a promessa da embalagem.

Quero testar.

Quero sentir a textura.

Quero observar a hidratação.

Quero ver se a pele realmente fica mais luminosa.

Quero descobrir como ele se comporta ao longo dos dias.

E, principalmente, quero saber se esse tal glow coreano é capaz de conquistar uma brasileira que já testou uma quantidade nada razoável de cosméticos ao longo da vida.

😂

Por enquanto, minha expectativa está altíssima.

Porque se PDRN + colagénio + niacinamida + textura jelly entregarem tudo o que prometem, este pequeno frasco pode se tornar um dos meus favoritos dessa viagem pelo K-Beauty.

Agora é começar o teste.

Próxima parada: pele de vidro ou apenas mais um bonito golpe do marketing coreano?

Fiquem por aqui.

A investigação Janaland continua. 🔎✨

Pressão Baixa, Parte 2: O Retorno de Quem Nunca Teve Pressa

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Hoje foi um dia especial, daqueles de comemoração pura, por ter finalmente recebido a minha Autorização de Residência!

Entre lágrimas — de felicidade — e chamadas para o Brasil para contar a boa-nova, eis que uma notificação na tela me causou estranheza: o Pressão Baixa ressurgiu das cinzas onde estava enterrado e mandou um singelo “Oi”.

Pensei imediatamente em ignorar — afinal, estou em abstinência de homens que sugam a minha energia —, mas dei conversa. Afinal, faz tempo que não troco palavras com o sexo oposto e ele, há que se reconhecer, não é do tipo indecente que envia fotos indesejadas. Pelo contrário: é um gentleman.

Só acho que o atropelei com o meu excesso de emoção e ele resolveu dar uns vinte passos para trás.

Muito lento. Muito sem emoção. Muito… pressão baixa!

Porque diabos eu ainda respondo quando você volta?

Falei que estava com saudades — sempre mando essa, tsc, tsc, tsc — e que estava imaginando quando nos veríamos novamente. Disse que domingo eu estava livre. E ele?

Ah, curtindo férias — de novo —, sei lá em qual buraco.

O que acontece com esses portugueses e essas férias de três meses? Não sabia que aqui existia a versão anual da Licença-Prêmio do Brasil.

Enfim, disse a ele que só tenho o domingo livre e que, se Deus e o Universo permitirem, nos veremos daqui a uma semana e meia.

Eu digo “Pressão Baixa” e não é à toa!

Homem lerdo.

O que esperar desse encontro?

Uns beijos gostosos, um sexo meia-boca e só.

Cansada dessa merda, honestamente.

Por isso, decidi focar em mim: aulas semanais de inglês com uma professora que não arranha uma palavra de português, aulas de francês, Pilates, cuidar do blog, finalizar os meus livros e desenhar os roteiros das viagens que quero fazer.

Dei-me conta de que, embora eu seja uma pessoa carente, esses afetos volúveis não me preenchem.

Eu quero muito mais do que isso.

E ainda não encontrei ninguém disposto a entregar.

E eu?

Estou exausta de cair nos braços errados enquanto procuro os certos.

Se é que eles existem.

Talvez existam. Talvez não.

Mas, pela primeira vez, não tenho tanta pressa para descobrir.

Tenho uma vida inteira para construir enquanto eles não aparecem.